Quem sou eu

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Farroupilha, Rio Grande do Sul, Brazil
Sou filha, mulher, mãe, esposa, professora,amiga, confidente,... Ufa! Sou Neiva Lourdes Camello De Rossi, casada e mãe de Fernando e Júlia. Trabalho na rede municipal de Caxias do Sul, há 18 anos. Nessa caminhada já fui diretora de escola, coordenadora pedagógica, professora de classe de aceleração, trabalhei artes com adolescentes e atualmente trabalho com uma turma de Educação Infantil e com o 4º ano do Ensino Fundamental.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

PRODUTO DE MUITO ESTUDO E TRABALHO
http://prezi.com/lcdo2udkjbuk/meu-objeto-de-aprendizagem/
Trabalho realizado em 2012 para homenagear escritora caxiense http://pt.calameo.com/read/00177451413d165c5b6ee

domingo, 15 de maio de 2011

Trabalho da Disciplina PLANEJAMENTO EDUCACIONAL EM ARTES VISUAIS / PORTIFÓLIO


1. Arte é um importante trabalho educativo, pois procura, através das tendências individuais, encaminhar a formação do gosto, estimula a inteligência e contribui para a formação da personalidade do indivíduo, sem ter como preocupação única e mais importante à formação de artistas.
     No seu trabalho criador, o indivíduo utiliza e aperfeiçoa processos que desenvolvem a percepção, a imaginação, a observação, o raciocínio, o controle gestual. Capacidade psíquica que influem na aprendizagem. No processo de criação ele pesquisa a própria emoção, liberta-se da tensão, ajusta-se, organiza pensamentos, sentimentos, sensações e forma hábitos de trabalho. Educa-se.

            2.   Outro trabalho realizado na minha escola foi o projeto com o livro ' Formigas' de Elaine Pasquali Cavion. Os alunos exploraram a leitura de imagens, de textos, criaram, fizeram intervenções, dramatizaram,... Expressaram seus sentimentos e visão de mundo através da ARTE:

3. Outro trabalho realizado foi uma situação de aprendizagem utilizando a arte contemporânea:

PROJETO: DEIXO MARCAS POR ONDE PASSO


    • Proposta do projeto: apresentar, para alunos dos anos finais, o Artista joinvilense Luiz Henrique Schwanke, criador da série de pinturas popularmente conhecida como "Linguarudos".
    • Relacionar a obra com nossas atitudes na escola, na comunidade, fazendo relações de nossas ações com a obra.
    • Questionar : o que sentimos ao observar o trabalho? Ela representa uma realidade? Qual a intencionalidade do artista?
    • A obra nos faz refletir sobre as nossas atitudes? De que formas?
    • Propor para que também ' criem' uma obra com a mesma temática
    • Questionar de que outras formas deixamos nossas marcas nos espaços que ocupamos, explorar que nossas palavras, atitudes, gestos,... marcam e constroem a nossa história e das pessoas que nos rodeiam.
    • Ao som da música “ Marcas do que se foi”, propor para que manuseiem argila, deixando suas marcas nas mesmas. No momento em que a música parar terão que pegar outra argila, continuando o trabalho ( abstrato).
    • Após iremos expor os trabalhos, organizando os mesmos para que a exposição seja entendida no sentido de que nossas marcas ficam nos espaços que circulamos. No ambiente em que será exposto os trabalhos colocar o fundo musical “ Marcas do que se foi”.
    • Reflexão sobre o trabalho buscando maior conscientização e mudança de postura, no sentido de termos atitudes positivas, para que as marcas deixadas sejam significativas e construtivas.
* Questionar os alunos sobre as marcas que deixamos no espaço da escola e propor para que criem, modelem e passem a deixar outras marcas,  foi a proposta desenvolvida com uma turma de 8º ano do ensino fundamental:
 

* Oportunizar aos alunos momentos para a visitação e apreciação de exposições e oficinas de arte e música também é ajudá-los no desenvolvimento de habilidades e competências, papel e função também do ensino de arte na atualidade:

Alunos visitando exposição e participando de oficina de música
Essas são aprendizagens significativas...


Vivemos em uma época em que a tecnologia nos apresenta novidades a todo instante: telefones mais modernos, programas de computador com novos recursos, equipamentos eletrônicos sofisticados,... Sem perceber e impulsionados pela evolução tecnológica precisamos buscar novos conhecimentos para usufruir dos recursos disponibilizados.
         Em meio a informações aceleradas que chegam até nós e também aos nossos alunos a prática docente precisa ser repensada. Aulas onde alunos passavam o tempo todo sentados, ouvindo o ' discurso' do professor já não cabem mais nesse século  denominado de  " século do conhecimento".

         Conhecer passou a ser uma exigência social. Mas é preciso ' aprender a ensinar' pois com a evolução tecnológica, com os novos recursos, com crianças e adolescentes mais  ativos, cheios de  informações  o papel do professor é guiar e trilhar o caminho partindo dos conhecimentos que os educandos possuem. O educador já não é o detentor do saber, ele vai intermediar, problematizar, utilizar recursos para promover aprendizagens significativas.
         É preciso  trabalhar para que que o aluno faça relações entre as informações construindo assim  conceitos para que se torne um cidadão capaz de interpretar, analisar, compreender e comunicar  as diferentes informações. É  preciso equipar os alunos com as competências que eles necessitam para se tornarem trabalhadores ativos do século XXI e não analfabetos funcionais que sabem escrever e ler mas que não fazem relações, não resolvem problemas e ainda apresentam sérias dificuldades de trabalhar em grupo. Esse é o grande desafio. Nessa concepção a ARTE assume um papel importante no trabalho docente, deacordo como é enfocada e concebida pode desenvolver o senso crítico, a sensibilidade e contribuir para a formação de sujeitos mais humanos e atuantes.

Fazendo Arte ... Construindo novos conhecimentos...
Clique na imagem e veja algumas propostas de trabalho


4. Observações no ensino de artes visuais em ensino fundamental

1. Identificação do nível de ensino e características gerais da turma:      


Realizei minha observação em uma escola municipal de ensino fundamental, localizada na região urbana de Caxias do Sul. A escola atende atualmente 350 alunos divididos em 14 turmas do 1° ao 9º ano. A aula que observei foi em uma turma deo 8º ano do Ensino Fundamental. Caracterizada por ser agitada, composta por alunos questionadores que nem sempre ' aceitam' as propostas de trabalho oportunizadas.
2. Aspectos relativos à formação e atuação do/a professor/a (sem citar nome):     
  A professora tem especialização em Arte Terapia mas não fez a graduação de Artes. Tem pouco tempo de atuação na área de Arte. Preocupada com o que os alunos "sentem" e expressam procura trabalhar mais a arte ligada com a terapia: misturar cores de tintas ao som de uma música, modelar formas em argila, cimento celular, modelagem com: barro, sucata, ...
3. Caracterização do espaço de trabalho e recursos disponíveis:   
   Cada turma da escola tem na grade curricular dois períodos de artes semanalmente, período de 45'. As aulas são dadas dentro da sala e/ou no pátio da escola, quando o trabalho envolve o uso de outros materiais como gesso, barro,... Nas salas de aula o que tem exposto são os trabalhos dos alunos.
4. Observação da situação de ensino-aprendizagem:
        A escola está trabalhando  com questões ambientais e  como interferimos de  forma negativa ou positiva no ambiente. Todas as disciplinas irão abordar o tema, dentro de suas especificidades. O planejamento de Arte partiu da discussão dos elementos que fazem parte do ambiente que vivem ( rua, casa, escola,...). Após os alunos foram convidados a observar as mensagens presentes nos ambientes da escola: frases escritas nos muros, tela da quadra estragada, nomes registrados nas classes,... A partir disso a turma discutiu sobre as marcas deixadas no ambiente escolar. A professora questionou se também deixamos e marcamos as pessoas e de que formas. No laboratório de informática os alunos fizeram um paralelo entre as mensagens presentes no ambiente( usando fotos tiradas durante a observação) e as mensagens que gostaríamos de ver ( usaram o programa paint). Dando continuidade ao trabalho a professora trabalhou com o material " concreto celular"   onde deixaram marcas, representando que tudo o que fazemos  modifica o ambiente,seja internamente ou externamente.
             As aulas observadas foram planejadas de forma interdisciplinar e acredito que houve a construção de conhecimentos pois cada disciplina estava trabalhando a mesma temática. Sabemos que a construção de conceitos se dá  através de uma rede de informações e nesse planejamento a  proposta de arte trabalhou com o conceito de ambiente sem fugir de suas especificidades, trabalhou a sensibilidade, oportunizou a criação 'marcas' em material  diferenciado e levou os alunos a refletirem suas ações, buscando maior conscientização.


5. Dando continuidade ao trabalho, a turma saiu pelas ruas do bairro observando a paisagem local, o que tinha de natural e o que tinha sido modificado pela ação humana. Já na sala de aula foi oportunizado discussões orais para os alunos colocarem as diferentes leituras que fizeram. Após, no Laboratório de Informática a turma representou a conclusão de suas leituras e também, utilizando papel colorido, organizaram painel coletivo representando as paisagens observadas no entorno da escola. 
Partindo dessa atividade foi possível trabalhar questões relacionadas a área de ciências e geografia pois, segundo Paulo Freire “Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”


"A educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana, com todos os
seus poderes funcionando com harmonia e completa, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, se elevando do plano animal e continuaria a se desenvolver até sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal".
Friedrich Froebel

6. PLANO DE AULA: PECADOS
Objetivo Geral: Apreciar, contextualizar e produzir através da arte uma forma de expressar o conceito de pecado segundo a interpretação individual de cada aluno trabalhando com pré conceitos presentes na sociedade.
Objetivos Específicos: 
* Discutir o que é pecado e buscar, nas aulas de português, o conceito da palavra;
* Conhecer, através de uma pesquisa na escola e comunidade, o que as pessoas entendem por ' Pecados' ;
* Registrar de forma escrita e com recortes de revistas o resultado da pesquisa feita sobre o tema;
* Resgatar, através da história, o que era pecado no passado;
* Apreciar a exposição do artista caxiense Pytch sobre  os 07 pecados;
* Trabalhar a leitura estética das obras apresentadas;
* Representar, de forma artística, os pecados da atualidade.
Duração: 6 aulas de 50 minutos
Desenvolvimento: 
Nas aulas de português será oportunizado uma discussão sobre o assunto: PECADO, vendo o entendimento de cada aluno. Após será pesquisado no dicionário o significado da palavra e será feito o registro escrito e ilustrado ( utilizando revistas); 


  • Buscar na comunidade, através de pesquisa, o que entendem e sabem sobre o tema. Discussão na sala de aula e registro das mesmas.
  • Trabalhar com imagens que mostram como o conceito de " Pecado" mudou com o passar do tempo, podendo ser organizado uma linha do tempo ilustrada.Apreciar a exposição do artista caxiense Pytch;
  • Primeiramente ouvir os alunos sobre o que sentiram, como perceberam e o que entenderam da exposição. Após questionar sobre os elementos usados em cada obra, as cores, materiais, o que cada componente expressou. questionar sobre a obra, o que mais chamou a atenção e relacionar com questões atuais, como a gula,  questionando como foi representada: qual o significado da língua colocada em tamanho grande, os dentes,...
  • Apresentar a obra “Sem título” – Muntean/Rosenblum (2004) para que relacionem a um dos pecados e justifiquem o porque, que elementos que fazem com que relacionem a obra a um dos pecados já discutidos.
  • Procurar em revistas imagens de figuras humanas depois criar um outro contexto para a mesma, representando um dos pecados.
  • A turma será organizada em grupos e terão que escolher um pecado ( gula,  luxúria,  preguiça,...) para fazer um quadro " vivo", utilizando diferentes materiais e/ou recursos.

7. TRABALHO REALIZADO COM POESIA VISUAL
      Elaborei uma WebQuest para os alunos iniciarem o trabalho com Poesia Visual no Laboratório de Informática Educativa. Com esse trabalho foi possível brincar com o espaço da folha de papel e com a disposição das palavras. Assim,  expressando e usando, além das palavras, o arranjo visual. Acesse os links e saiba um pouco mais sobre Poesia Visual . 


1º Endereço http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/alvaro_de_sa.htmlmesmas                                                        


          Que tal brincarmos um pouco?

       Vamos construir  imagens utilizando somente letras? Vá para o seguinteendereço:http://robotype.net/ , conheça projetos, brinque, se divirta e crie uma imagem utilizando somente letras.
          Conheça também o endereço http://www.imagechef.com/ic/pt/word_mosaic/   e veja como é bom e divertido trabalhar com Poesia Visual. 
                   Veja o que uma turma de 5º ano criou:






          

quarta-feira, 31 de março de 2010

PROLG3D_DIÁRIOVIRTUAL

CURSO ARTES VISUAIS


REGESD – PÓLO UCS / CAXIAS DO SUL - RS

DISCIPLINA: Processos e Linguagens Tridimensionais - Carusto Camargo


PRENSAUTO - O OBJETO AUTOBIOGRÁFICO





Iniciei meu trabalho selecionando os objetos que faziam parte do meu “ nicho poiético” entre eles escolhi dois que muito significam para mim. Num primeiro momento optei pela chave do meu carro e após pelo rosário. A chave do meu carro simboliza a liberdade e autonomia necessárias para percorrer os diferentes caminhos da vida. Liberdade de andar, viajar, amar, ... O rosário simboliza que não estou sozinha nos caminhos por onde ando, a força divina me acompanha e me guia .

             Acredito que as pessoas, ao olharem meu trabalho, também vão fazer a leitura da presença do divino, representado pelo rosário, e o próprio pé representando o caminho da vida. Talvez quem olhar para a chave do carro poderá fazer a leitura ligada a questões materiais, mas não foi essa a intenção.

Ao ler a atividade proposta pela disciplina organizei meu nicho poiético com objetos que marcaram as etapas da minha vida: A colcha da casa da minha mãe, quando eu era pequena; as fotos de quando tinha meus 20 anos; meus filhos pequenos; meus filhos já crescidos; minha agenda de compromissos; ... Ao organizar a produção do meu prensauto fiz as escolhas dos objetos relacionando com o nicho poiético: os caminhos da minha vida e neles sempre a presença de Deus.


Esse trabalho certamente pode e deve ser explorado em sala de aula. Vejo que nossos alunos precisam trabalhar mais questões ligadas aos sentimentos, as marcas da vida, ao que realmente é significativo para a sobrevivência e para as relações. Ao realizar esse trabalho percebi o quanto ele mexeu com os meus sentimentos e lembranças. Se faz necessário trabalhar isso com os alunos, fazer a exploração do que sentem, dos objetos significativos para eles, para que valorizem as relações, as emoções e os seus sentimentos, procurando a formação de pessoas mais humanas.

O meu trabalho poderia servir de partida para a realização de diferentes prensautos na sala de aula. Partiria da leitura do meu trabalho ouvindo o que entendem, o que pensam, como relacionam e após colocaria os meus objetivos iniciais na realização do meu trabalho para que pudessem perceber o quanto de sentimento está presente nele. Após a turma teria que fazer o seu prensauto e no final também iriam propor aos colegas e /ou outras turma para que fizessem a leitura de seus trabalhos.


Acredito que meus objetivos iniciais foram atingidos pois consegui passar no meu trabalho o que realmente acredito, o que sinto a respeito da vida. Quem olhar o meu prensauto vai perceber meu caminho é guiado pela força divina e que apesar de tantos riscos, acidentes, violência, estou protegida e não estou sozinha.


sábado, 20 de março de 2010

PROLG3D_DIÁRIOVIRTUAL Trabalho da Disciplina Processos e Linguagens Tridimensionais do curso de Arte


Sou Neiva Lourdes Camello e na disciplina Processos e Linguagens Tridimensionais do curso de Arte sou uma pessoa em busca de aperfeiçoamento pessoal e profissional. Quero conquistar o certificado de conclusão do Ensino Superior e também não parar no tempo, quero estar sempre em busca de novos conhecimentos e desafios. Nesta disciplina, em específico, quero ter diferentes experiências, manusear materiais e resgatar a leitura de mundo através de diferentes impressões e sentimentos. Isso consequentemente mudará minhas atitudes, minhas aulas e minha forma de pensar pois, certamente, no decorrer da discplina irei experimentar, explorar habilidades e aprender.... Sei que estou percorrendo um caminho desconhecido mas quero seguir em frente par realizar um desejo, uma inquietação: de não parar no tempo mas de estar sempre aprendendo...


Meu trabalho tem como objetivo principal  a humanização das pessoas. Como educadora sei que posso trabalhar os conceitos, os conhecimentos,... de forma crítica, buscando que meus alunos façam uma leitua de mundo, que percebam os problemas socias e busquem formas de mudar as diferentes situações. O diálogo e o olhar diferenciado é fundamental para a construção de pessoas mais humanas e um mundo mais justo para todos.


Para ilustrar o meu modo de ser e pensar organizai meu nicho poiético com objetos, imagens, recados que fazem e fizeram parte da minha história e que por algum motivo  me seguem  em todos os tempos e espaços que ocupo.

Dentre os objetos autobiográficos  do meu nicho poiético escolhi  o meu Kit de " cuidados". Sou uma pessoa que saio cedo para trabalhar, não retorno para casa ao meio dia, tenho filhos, marido, alunos, problemas,.... mas não deixo de me cuidar. Por isso escolhi um belo batom e um esmalte vibrante.

A presença de um Ser Superior é representado pelo rosário que, com certeza, me acompanha em todos os meus passos, em toda a minha vida....

A chave do meu carro simboliza minha liberdade , minha autonomia e minha felicidade pois posso ir pelos caminhos que desejar, posso seguir  as estradas que eu escolher, .... 
Para finalizar escolhi como um dos objetos autobiográficos a imagem de uma família pois sei que sou uma pessoa feliz e tenho uma família especial em função de ter recebido muito amor.  

Minha autobiografia feita através de objetos e imagens é essa.
Sou assim,...

"Não posso continuar sendo humano se faço desaparecer em mim a esperança"    Paulo Freire

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Leitura de Imagens

Acredito que temos que explorar dferentes habilidades para que nossos alunos sejam capazes de ler e escrever com propriedade. Vejo também que a leitura e escrita precisam ajudar meu aluno a entender o mundo para poder intervir nele com consciência e criticidade. Com esses pensamentos procurei realizar um trabalho com leituras de imagens com minha turma de 4º ano. Iniciei o trabalho distribuindo diferentes imagens. Após cada aluno tinha que expressar de forma oral o que entendeu da mesma e que sentimento estava presente na mesma. Fizemos a relação das imagens ( positivas e negativas) com as cores e com a realidade local. Após classificamos as imagens e organizamos um painel onde os alunos escreveram os sentimentos presentes em cada uma. Fomos então para a produção escrita, cada um escreveu um texto relatando as situações que nos deixam felizes e a que nos deixam tristes. Para finalizar construimos cartazes alertando as pessoas que para sermos felizes precisamos ter atitudes coloridas.
* Partes de alguns textos dos alunos:
" A nossa vida tem dois caminhos: o colorido ou o escuro. O caminho escuro é violento, triste, tem prostituição, medo ameaças,... Para ser feliz precisamos seguir o caminho colorido".
" Todos nós temos que resolver as coisas na conversa, ter mais amizade, amor, cuidado e não se prejudicar. Tudo começa por um e vai afetando aqueles que fazem o bem. Eu pergunto para vocês? Qual o caminho que escolhe? Eu escolho o caminho do bem pois o caminho escuro só leva para o negativo."
" Além de um ato pedagógico a Educação é também um ato político. É por isso que não há pedagogia neutra" Paulo freire






Após esse trabalho cada aluno recebeu um retângulo dividido em 8 partes. Em cada parte estava escrito um sentimento ( raiva, alegria, amor, vingança,...) e foi solicitado para que relacionassem cada um com uma cor, realizando a pintura. Depois cada aluno teve que relatar uma situação que vivenciou e que sentiu um dos sentimentos presentes na atividade. Desenharam como foi a situação vivenciada e após relataram de forma escrita e oral.

Esse trabalho terá continuidade, iremos trabalhar como a mídia explora as cores para chamar a atenção e "manipular" os interesses. Para isso vai ser necessário mais pesquisa de ambas as partes: professor e alunos .

" Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino" Paulo Freire

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mapa Conceitual




O trabalho que realizei com meus alunos do 4º ano cujo produto final foi a construção de um Mapa Conceitual e a produção de um texto foi muito interessante e cabe direitinho dentro da fala de Paulo Freire " não é possível refazer esse país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda".

O texto de uma aluna em cima da construção foi o seguinte:

" Todos nós vivemos em grupos e é a gente que escolhe em que lado vai ficar: o lado o bem ou o lado do mal.

O lado do bem é do grupo construtivo. Nesse grupo tem respeito, amizade, ajuda, conversa,...

O lado do mal é o grupo destrutivo. Nesse grupo tem violência, brigas, destruição, drogas, tristeza, prostituição,...

Nós temos que mudar isso, mas como?

Ajudando as pessoas que precisam da gente.

Depois desse trabalho cheguei no caminho que eu vou seguir: vou seguir o caminho do bem, sei que não vai ser fácil, mas prefiro o caminho construtivo pois o caminho destrutivo é ruim e triste."

quinta-feira, 30 de julho de 2009

REFLEXÃO SOBRE O FILME: ENTRE OS MUROS DA ESCOLA

Entre os Muros da Escola
http://www.youtube.com/watch?v=WHkcfDjbsgM

O filme não é apenas um grande estudo sobre a educação atual, mas também aborda questões da diversidade étnica e cultural. Culturas e tradições diferentes se confrontam, muitas vezes, na sala de aula. No filme, como em muitas realidades, os alunos, de diferentes origens, não se consideram cidadãos franceses e tem grande apego à sua cultura, etnia e terra natal e criticam o francês típico e seus hábitos, também se sentem discriminados. O filme faz análise sobre a educação, a relação entre professor e aluno e como a imigração e a conseqüente diversidade étnica dialogam com o universo escolar.
No filme "Entre os Muros da Escola" o professor François desiste de seguir as cartilhas escolares e questiona a intenção que há por trás das palavras do alunos, fazendo com que eles tentem refletir sobre o verdadeiro sentido de suas manifestaçõe. É em instantes assim que ele se torna um mestre, um educador de verdade, daqueles que iluminam a alma dos seus alunos, ao fornecer a eles, mesmo contra suas vontades, um instrumento, minúsculo que seja, para que eles pensem por si mesmos. É de momentos assim que nós educadores precisamos: parar e refletir sobre o nosso papel social, que homens queremos, que sociedade desejamos e o realmente estamos fazendo, na escola, para mudar uma situação de exclusão, de discriminação. Como educadora proporciono momentos de diálogo para conhecer a realidade, os sentimentos e a forma que meus alunos pensam sobre questões sociais, econômicas, afetivas? O conhecimento sistematizado passa a ter valor e realmente é construído no momento em que faço relações do que aprendo com situações reais. O filme traz questões importantes que precisam ser pensadas e refletidas para que a prática educativa seja significativa.
O poema de Paulo Freire " ESCOLA É ..." também traz uma reflexão sobre nosso papel enquanto educadores:
Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha,
que estuda
Que alegra, se conhece,
se estima...
Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver,
É se “amarrar nela”...(Paulo Freire)

sábado, 11 de julho de 2009

Ser Professor no Contexto Atual



Idéias retiradas do vídeo “ Ser Professor no Contexto Atual”

1° Para ocorrer aprendizagem é necessário ter interação entre o sujeito e o conhecimento, o professor é apenas um mediador. ( Jean Piaget)
2º Não há separação entre Vida e Educação ( Jhon Dewey)
3º A leitura de mundo precede a leitura da palavra ( Paulo Freire)
4º O educador tem que partir daquilo que a criança sabe fazer sozinha, promovendo uma realização mais ampla com a ajuda de alguém mais experiente, que está inserida no seu universo social. (VYGOTSKY)
5º “Os alunos não fazem perguntas e nós (professores) damos as respostas”. Essa inversão é uma revolução no currículo para a formação de professores. ( Phipippe Perrenoud)


Para iniciar destaco a idéia de Jean Piaget : para ocorrer aprendizagem é necessário ter interação entre o sujeito e o conhecimento, o professor é apenas um mediador.Para aprender é necessário a interação com o meio. O professor passa a ser um mediador em uma relação de respeito e cooperação. A tarefa do professor é explorar o envolvimento cognitivo do aluno no desenvolvimento e na busca constante de possíveis soluções para os diversos problemas. Outra idéia que destaco é do pensador John Dewey, ele acredita que as crianças, na escola, precisam atuar mais que ouvir. O papel do professor é de coordenador , orientador e facilitador da aprendizagem. Se preocupou em “ descobrir” como os alunos aprendem.
Na teoria de Paulo Freire destaco a idéia que é necessário, para uma sociedade participativa e atuante, inserir o aluno num ambiente onde ele não esteja para puramente aprender, mas sim, para compartilhar conhecimentos num processo de mútua troca do saber. O mais importante no processo ensino aprendizagem é conduzir o aluno a perceber e ler o mundo que o cerca. FREIRE sugere a utilização de temas geradores que fazem parte da realidade do aluno. A partir da escolha é necessário levar o aluno à análise e reflexão crítica do impacto, desse tema, na vida dele e de sua sociedade.
Na visão de VYGOTSKY não basta somente oferecer interações constantes dos alunos com materiais, informações e meio sociais, isso não garante aprendizagem significativa, deve-se contextualizar as informações de forma a fazer sentido para as necessidades individuais e coletivas. O educador precisa trabalhar com as informações sempre partindo da zona de desenvolvimento proximal do aluno, ou seja, o educador tem que partir daquilo que a criança sabe fazer sozinha, promovendo uma realização mais ampla com a ajuda de alguém mais experiente, assim irá construir os conhecimentos.
E, finalmente o pensador em Educação Phipippe Perrenoud deixa claro que o educador do futuro deve buscar a socialização e a cidadania. O professor deve ser uma pessoa confiável e coerente, com quem o aluno possa conversar , é preciso que trabalhe para organizar uma vida democrática a partir da escola, onde se aprende a tomar decisões conjuntas. O professor deve ser um intelectual, ou seja, um indivíduo que tenha uma relação com o saber e com o debate, precisa refletir e colocar questões que podem mudar a visão de mundo dos alunos.
Para finalizar acredito que as idéias colocadas pelos pensadores citados são essenciais para que nossa prática seja realmente significativa e construtiva na busca de uma sociedade mais participativa, dialógica, conhecedora de seus direitos e deveres. Acredito também que o papel das disciplinas, inclusive de artes, é construir sujeitos mais críticos conhecedores do passado para que possam entender e intervir de forma positiva no presente. Uma das formas para que a aprendizagem seja para Todos (as) é avaliar diariamente nossas ações como educadores pois como diz Phipippe Perrenoud :“Sempre que um aluno não aprende em sala de aula temos matéria para refletir.”

segunda-feira, 29 de junho de 2009

PORTFÓLIO - Inovação na Avaliação


Os dossiês de aprendizagem ou Portfólios representam uma maneira de se refletir sobre a aprendizagem. É um "lugar" que serve para organizar o que se aprendeu e dar conta de como se aprendeu. O portfólio tem por objetivo mostrar como o indivíduo aprende pois nem todos aprendem da mesma maneira e nem todos têm o mesmo tipo de inteligência, mas geralmente são avaliados da mesma forma.

Com o Portfólio é possível avaliar o processo de construção dos conhecimentos e não só o produto final, ficando visível o amadurecimento, crescimento e visão crítica perante os assuntos abordados no decorrer do tempo. É o aluno que vai organizando os assuntos de acordo com suas necessidades, interesses ,... ele se torna o autor do seu trabalho, tendo que ser mais responsável e autônomo num processo de ação/reflexão/ação passando a ser mais que uma forma de avaliação, mas uma forma de organizar os trabalhos.

O professor e aluno, nessa forma de avaliação, passam a ter mais parceria, tendo mais troca de conhecimentos e a construção de novos saberes pois as interferências são construtivas, buscando a mudança de postura do aluno deixando de ser uma avaliação punitiva e classificatória.

terça-feira, 23 de junho de 2009

"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."Paulo Freire

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